Não gosto particularmente daquele ditado que diz: "Só damos valor quando perdemos". Causa-me uma certa irritação. E irrita-me ainda mais que as pessoas o apliquem, e pior ainda, que depois se queixem e se lamentem. É como as homenagens que, neste país, só são feitas depois das pessoas morrerem. Lá está, mais uma vez, o ditado. E claro que não estou a falar do brinquedo que estragámos quando éramos pequenos ou do namoradinho da primária que deixámos porque o outro menino era mais bonito. Refiro-me a pessoas. Isso mesmo, seres humanos de corpo e alma a que só se dá valor tardiamente, porque as aparências são preferíveis à realidade. E são preferíveis porque a sociedade está estigmatizada para tal, porque se olha sempre de fora para dentro em vez de dentro para fora.
Outra coisa que esta sociedade tem frequentemente são crises de amnésia. Esquecemo-nos quando nos convém e porque nos convém. E claro que nao estou a falar de deixarmos a chave em casa ou de não telefonarmos ao amigo no seu aniversário. Isso, para mim, são apenas pequenas falhas que são remediáveis. Mas a amnésia que falo é outra. Aprendi recentemente que afinal é fácil esquecer quem nos ajudou, quem sempre foi o porto de abrigo no fim do mês quando o dinheiro escasseia, quem abdicou do dinheiro para as férias ou carta de condução para ajudar quem mais ama, quem tem sempre um espaço no coração para tapar mais um buraco. E se não nos esquecemos, então temos o coração numa caixa porque as demonstrações de amor, de agradecimento e de solidariedade são cada vez mais raras. Eu prefiro acreditar que as pessoas se esquecem, acho que assim sempre têm uma bela desculpa para acenderem mais um cigarro enquanto pensam no mês seguinte.
Isto causa-me tristeza, e atenção que eu sou apenas uma simples espectadora deste filme, que tem cada vez mais intervalos para se pedir dinheiro e que (ainda) não tem traçado o final feliz desejado ou apenas um final pacífico à vista.
Outra coisa que esta sociedade tem frequentemente são crises de amnésia. Esquecemo-nos quando nos convém e porque nos convém. E claro que nao estou a falar de deixarmos a chave em casa ou de não telefonarmos ao amigo no seu aniversário. Isso, para mim, são apenas pequenas falhas que são remediáveis. Mas a amnésia que falo é outra. Aprendi recentemente que afinal é fácil esquecer quem nos ajudou, quem sempre foi o porto de abrigo no fim do mês quando o dinheiro escasseia, quem abdicou do dinheiro para as férias ou carta de condução para ajudar quem mais ama, quem tem sempre um espaço no coração para tapar mais um buraco. E se não nos esquecemos, então temos o coração numa caixa porque as demonstrações de amor, de agradecimento e de solidariedade são cada vez mais raras. Eu prefiro acreditar que as pessoas se esquecem, acho que assim sempre têm uma bela desculpa para acenderem mais um cigarro enquanto pensam no mês seguinte.
Isto causa-me tristeza, e atenção que eu sou apenas uma simples espectadora deste filme, que tem cada vez mais intervalos para se pedir dinheiro e que (ainda) não tem traçado o final feliz desejado ou apenas um final pacífico à vista.
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| Lá ao longe, depois do nevoeiro, eu espero pelo final feliz. |



























