E chegámos, por fim, ao ponto que eu não queria. Ao ponto que nós não queríamos. Atingimos um estado tal de desorientação e desapego físico que começa a causar estragos. O amor está frágil e o corpo cansado. A habituação rotineira fez-nos mal, e não sei estar nem contigo nem sem ti. É difícil, para mim e para ti, que não sabemos lidar com tamanha despaixão. Nem sei se esta palavra existe... Não sei nada, à exceção de que me levas o lado esquerdo do peito. Mas sabes, eu ainda guardo aqui dentro uma ponta de esperança. Afinal, todas as histórias de amor têm uma longa espera.