"Insistir naquilo que já não existe, é como calçar um sapato que não te
cabe mais! Magoa, causa bolhas, chega a ferida e sangra... Então o
melhor é ficar descalço, deixar o coração livre, enquanto vive... deixar os pés livres enquanto cresce... porque quando a gente cresce o número
muda!"
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
O inverno.
O tempo começa a esfriar.
O café arrefece mais rápido, começo a beber chocolate quente, ligo o aquecedor, coloco mais um cobertor na cama e troco as sandálias pelas galochas.
Eu até que gosto deste tempo mais frio... Há o Natal, o meu aniversário, os gorros e chachecois, os collants com laços e as noites à lareira... Depois, claro, vem por acréscimo a pouca vontade de sair de casa, as frieiras, os lábios secos, os pés gelados e o orvalho matinal. Mas, e há sempre um mas em todas as histórias, eu achava que se havia coisa no mundo que não esfriava com o inverno era o amor. Enganei-me, talvez. Ou então o inverno é só arte do acaso, do destino, uma simples coincidência.
Deve ser a crise dos três anos. Espero que nisto, eu não esteja enganada, e seja só o que parece ser. Uma crise. O frio do inverno.
O café arrefece mais rápido, começo a beber chocolate quente, ligo o aquecedor, coloco mais um cobertor na cama e troco as sandálias pelas galochas.
Eu até que gosto deste tempo mais frio... Há o Natal, o meu aniversário, os gorros e chachecois, os collants com laços e as noites à lareira... Depois, claro, vem por acréscimo a pouca vontade de sair de casa, as frieiras, os lábios secos, os pés gelados e o orvalho matinal. Mas, e há sempre um mas em todas as histórias, eu achava que se havia coisa no mundo que não esfriava com o inverno era o amor. Enganei-me, talvez. Ou então o inverno é só arte do acaso, do destino, uma simples coincidência.Deve ser a crise dos três anos. Espero que nisto, eu não esteja enganada, e seja só o que parece ser. Uma crise. O frio do inverno.
sábado, 26 de outubro de 2013
Amar em dias de chuva
Tornei-me tua quando me olhaste e sorriste pela primeira
vez. Quando me deste um abraço, não muito apertado mas que soube aquecer o meu
coração. E riste. Tornei-me tua quando me trouxeste chocolate de leite da Suíça,
por serem os meus preferidos. Quando apertaste a minha mão com força e me deste
a certeza que estarias sempre ao meu lado. Quando no banco do jardim eu me
deitei soube o teu peito e permanecemos em silêncio, mantendo os corações em
perfeita sintonia. Quando me olhaste nos olhos e disseste “eu amo-te”. E mais
uma vez, e outra e outra. Tornei-me tua quando me ligaste à noite a dizer que
sentias a minha falta, ou quando ouviste o meu choro e permaneceste do outro
lado da linha até eu me acalmar. Tornei-me, assim, tua, por milhares de
motivos, não importa se grandes ou pequenos. E por mais cliché que isto seja,
tu és, e sempre serás, o único que me tem assim. Inteira. E completa.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
ainda há esperança...
E chegámos, por fim, ao ponto que eu não queria. Ao ponto que nós não queríamos. Atingimos um estado tal de desorientação e desapego físico que começa a causar estragos. O amor está frágil e o corpo cansado. A habituação rotineira fez-nos mal, e não sei estar nem contigo nem sem ti. É difícil, para mim e para ti, que não sabemos lidar com tamanha despaixão. Nem sei se esta palavra existe... Não sei nada, à exceção de que me levas o lado esquerdo do peito. Mas sabes, eu ainda guardo aqui dentro uma ponta de esperança. Afinal, todas as histórias de amor têm uma longa espera.
sábado, 20 de julho de 2013
...
"Mas o teu vestido de ferro não se inibe com as minhas lágrimas de aço. E a tua voz parece-me agora um sinal de partida, repetido, igual a todos os outros, monocórdico, como um sinal de interrompido de um telefone há muito cortado. E só agora percebi o que dizes e afinal é tão fácil. Dizes que és o que eu sempre soube. Um ferryboat. Isso mesmo, um barco que parte à hora certa, com o destino marcado, sem poder esperar por ninguém, sem nada que o impeça de partir."
sábado, 25 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
M.E.C.
«Quero
fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de
verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita
amar sem uma razão.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos
pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha
entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser
combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas,
tomam decisões. O amor transformou-se numa variante
psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser
desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão
prática. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão
comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um
risco, de um rasgo de ousadia.
Já ninguém aceita a paixão pura, a
saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a
doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no
peito ao mesmo tempo? O amor não é para
ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a
pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da
tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio
esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos
casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria,
maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi
trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa
beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é
para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. O amor puro não é um
meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é
uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor
não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se
sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a
correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O
amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é
bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor
é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais
bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração
apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito
difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos
escapa das mãos.»
(Miguel Esteves Cardoso)
domingo, 28 de abril de 2013
à minha maneira!
Não dou palmadinhas nas costas de ninguém. Não telefono todos os dias àqueles que me são queridos. Não digo sempre "bom dia" e a minha mãe diz mesmo que eu sou antipática. E talvez até seja. Mas sou assim, narizinho empinado, como se diz por aí. E graças à minha mãezinha, ao meu paizinho, a mim e à miúda chata que no infantário achava que era melhor que eu. Eu não mudo por ninguém, adapto-me, isso sim. E gosto muito de me adaptar. Mas não mudo, pelo menos nesta fase precoce da vida. Continuo a pensar da mesma forma e a ter os mesmos ideais, agora talvez com espaço para alguém na minha bagagem. Mas nem a bagagem que levo comigo fará com que eu me cale em vez de abrir logo a boca antes das palavras terem chegado ao cérebro e eu tenha tido tempo para as processar. Se calhar até devia ir até à varanda sentir o vento e regressar depois de terem passado 10 segundos. Pois, devia mesmo. Mas para azar o meu, a porta da varanda estava fechada e eu também não estava disposta a abri-la. Queria mesmo falar, eu adoro falar. Contudo, tenho a certeza que um dia preferirei o silêncio e perceberei o quanto a minha falta de vontade para me calar magoou a minha bagagem. Mas até lá repito que não dou palmadinhas nas costas de ninguém.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Para quem danço?
Nem eu sei....
Danço com as palavras, com as mãos, com os olhos
Danço sozinha no meio das gentes
Danço nua, vestida de azul, ou de negro e até de vermelho já me cobri.
Danço a rir e a chorar
Danço a sonhar
Até quando amo, eu danço.
Vivi sempre a dançar, mesmo parada no meu canto
Dançarei sempre, mesmo que a música se cale
Ensaiei passos diferentes para acordes vários
Em alguns, tropecei, até caí
Mas sempre a dançar, nunca desisti
E retomava os passos novos que aprendi
Porque a dança é vida e quando eu parar
É porque morri!
Danço com as palavras, com as mãos, com os olhos
Danço sozinha no meio das gentes
Danço nua, vestida de azul, ou de negro e até de vermelho já me cobri.
Danço a rir e a chorar
Danço a sonhar
Até quando amo, eu danço.
Vivi sempre a dançar, mesmo parada no meu canto
Dançarei sempre, mesmo que a música se cale
Ensaiei passos diferentes para acordes vários
Em alguns, tropecei, até caí
Mas sempre a dançar, nunca desisti
E retomava os passos novos que aprendi
Porque a dança é vida e quando eu parar
É porque morri!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Mistérios da vida
"É possível viver sem viver.
Porque somos aquilo que nos rodeia, aprendemos a fazer da vida aquilo que os outros fazem e a esperar do futuro o que os outros esperam.
E se não soubermos que existe algo diferente, que existem outras pessoas vivendo outras vidas, noutras paragens, com cenários diferentes, cheiros, gemidos, risos e tudo o resto diferente, então não podemos imaginar a realidade e o mundo é apenas aquilo que nos cerca e nada mais.
É possível viver sem viver."
Porque somos aquilo que nos rodeia, aprendemos a fazer da vida aquilo que os outros fazem e a esperar do futuro o que os outros esperam.
E se não soubermos que existe algo diferente, que existem outras pessoas vivendo outras vidas, noutras paragens, com cenários diferentes, cheiros, gemidos, risos e tudo o resto diferente, então não podemos imaginar a realidade e o mundo é apenas aquilo que nos cerca e nada mais.
É possível viver sem viver."
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