quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

de quem é a culpa?

  O ano é novo mas os costumes são ao mesmos. E maus, diga-se de passagem. Não vejo um "boa noite" com emoção há muito tempo, o "até amanhã" tornou-se uma obrigação e os dias são passados a balbuciar uma espécie de frases, feitas de palavras mudas, carregadas de desinteresse e sufoco. Nem o espírito natalício parece ter iluminado estas duas almas perdidas e juntas no seu jejum de amor. As queixas aparecem ao mínimo assobio... Os beijos foram levados. O amor está em vias de extinção.
  No fundo acho que a culpa é do governo. Desse governo que rouba tempo de qualidade ao amor, e obriga ao trabalho 12horas por dia! Ao trabalho quase escravo. São escravos da falta de sensibilidade e dos gritos desesperados, gritados por quem já não aguenta mais. Por quem, simplesmente já atingiu o limite.
E é só isto que têm, é só isto que resta hoje: culpa.