Se ele te amar, terás de ter a suprema convicção que ele ama aquilo que tu és, ou melhor, apesar daquilo que és.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
afogamento
Medo. Sentimento de inquietação perante uma situação real, ou não, que nos atormenta. O medo vem com a idade. Ganha-se, aprende-se. Porquê? Não sei, nem compreendo, mas ganha-se. Prende-se a nós. Vai e vem, melhora e piora. Mas sempre que está presente, faz estragos. Estragos involuntários, sentimentos que não queremos sentir, atitudes que não queremos ter. E chegamos mesmo a ter medo de ter medo, é preocupante, sufocante. Como se estivéssemos num poço, no fundo. E quando gritamos ninguém nos ouve, estamos sós. E quando tentamos sair do poço, a corda, por vezes, parte-se. E achamos que não vamos sair dali... Que estupidez, claro que vamos. Um dia. E esse dia, chega sempre.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
- Porque é que não gostas do silêncio?
- O silêncio assusta-me porque ele grita a verdade...
- Achas mesmo que sim?
- Sim. Mas em conjunto com um olhar de água suja só me alegra. A longevidade desse sujo é que me assusta.
- Porquê? Eu não me vou embora...
- Porque aí o silêncio é mais duro. Menos claro.
- Porquê?
- Porque não o vejo.
- Mas tens que ouvir o teu silêncio do teu coração. É o silêncio mais puro.
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| Palavra é prata, silêncio é ouro. |
sábado, 10 de setembro de 2011
pânico ou segurança?
A felicidade muda num instante. Um arrepio. Um toque. Uma mensagem. Basta para que a expressão do rosto mude. Onde havia um sorriso, agora cai uma lágrima. Onde antes havia brilho nos olhos, agora esse brilho é baço. E as respostas ás perguntas não chegam. O coração está apertado, os olhos não aguentam tanto pânico. Sim, o pânico, ás vezes, apodera-se de nós. E custa a sair do nosso interior... É medo. Medo. Medo.
Eu achava que no amor não havia medo. Se calhar achava isso porque nunca tinha amado assim. Mas assim como? Assim, desta maneira, indiscritivel. Sim, isso é que é o amor. Universal, mas indiscritivel. E esta falta de palavras complica, mas é essencial. As palavras são cruéis, e cada vez me apercebo mais disso. Mas ainda bem que o Homem ainda não inventou a palavra certa para descrever o amor. Digo isto, porque no dia em que isso acontecer, o amor deixará de ser amor e passará a ser apenas uma palavra. Esse sentimento bonito vai desaparecer, porque deixaria de ser privado e passaria a ser público. E o amor não é assim. O verdadeiro, esse, só é compreendido por duas pessoas: as apaixonadas; aquelas que se olham nos olhos, aquelas que se amam, aquelas que sorriem sempre que há palpitações, aquelas que se abraçam, aquelas que formam um todo.
Eu estou assim, apaixonada, amada, feliz. Mas tenho medo. Tenho pânico. Uns lindos olhos não passam despercebidos e deixam marcas. E se essas marcas voltarem e então eu deixar de ser amada por esses lindos olhos? Não quero viver sem eles... Sem O amor!
A paixão cega, mas o verdadeiro amor torna-nos lúcidos. A lucidez, a mim, dá-me conforto, dá-me segurança. Mas o medo, esse permanece na artéria do meu coração, na área pré-frontal do meu cérebro. Mas esse medo não é mais forte que eu ou do que o meu amor. Tenho tantas artérias no coração, e tantas áreas no cérebro, que o medo não tem hipóteses.
Vale a pena amar! Pelo menos, vale a pena amar desta maneira. Vale a pena ser feliz, assim. Vale a pena acordar com um sorriso nos lábios, e ler: "amo-te até dizer chega, e relembro que «chega» não existe no meu dicionário".
Palavras, emoções, sentimentos... AMOR!
Fecho os olhos, com força. A felicidade voltou.
Eu achava que no amor não havia medo. Se calhar achava isso porque nunca tinha amado assim. Mas assim como? Assim, desta maneira, indiscritivel. Sim, isso é que é o amor. Universal, mas indiscritivel. E esta falta de palavras complica, mas é essencial. As palavras são cruéis, e cada vez me apercebo mais disso. Mas ainda bem que o Homem ainda não inventou a palavra certa para descrever o amor. Digo isto, porque no dia em que isso acontecer, o amor deixará de ser amor e passará a ser apenas uma palavra. Esse sentimento bonito vai desaparecer, porque deixaria de ser privado e passaria a ser público. E o amor não é assim. O verdadeiro, esse, só é compreendido por duas pessoas: as apaixonadas; aquelas que se olham nos olhos, aquelas que se amam, aquelas que sorriem sempre que há palpitações, aquelas que se abraçam, aquelas que formam um todo.
Eu estou assim, apaixonada, amada, feliz. Mas tenho medo. Tenho pânico. Uns lindos olhos não passam despercebidos e deixam marcas. E se essas marcas voltarem e então eu deixar de ser amada por esses lindos olhos? Não quero viver sem eles... Sem O amor!
A paixão cega, mas o verdadeiro amor torna-nos lúcidos. A lucidez, a mim, dá-me conforto, dá-me segurança. Mas o medo, esse permanece na artéria do meu coração, na área pré-frontal do meu cérebro. Mas esse medo não é mais forte que eu ou do que o meu amor. Tenho tantas artérias no coração, e tantas áreas no cérebro, que o medo não tem hipóteses.
Vale a pena amar! Pelo menos, vale a pena amar desta maneira. Vale a pena ser feliz, assim. Vale a pena acordar com um sorriso nos lábios, e ler: "amo-te até dizer chega, e relembro que «chega» não existe no meu dicionário".
Palavras, emoções, sentimentos... AMOR!
Fecho os olhos, com força. A felicidade voltou.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Hapiness
Um dia pegas-me na mão e levas-me. Levas-me para lugar nenhum, levas-me sem destino. Levas-me contigo, só, sem mais nada. Um dia deixamos tudo e fugimos juntos.
Um dia andamos, andamos, andamos por aí. E rimo-nos. Como se nada mais existisse além de nós e da nossa presença. Um dia perdemos a timidez e dançamos no meio da rua, descalços e sem música. Dançamos ao nosso som; eu fecho os olhos e tu conduzes-me. E fazes-me rodopiar, em bicos de pés, para te acompanhar. E agarras-me.
Um dia devoro-te as palavras. Um dia interrompo-te, para te dizer que gosto de ti. Noutro dia deixo-te falar e presto a máxima atenção; um dia vais para falar e eu calo-te com um beijo; noutro dia confundo-te com um a meio de uma frase. Um dia deixo-te sem saberes o que dizer. Pelo lado bom.
Um dia ficamos à chuva, no jardim, parados, a sentir as gotas. Outro dia ficamos à sombra a refrescar do sol quente. Um dia o mar será só nosso. E o céu. Um dia mergulhamos no mar de noite e voamos de dia. Um dia enrolamo-nos com a areia nas ondas da praia ao sabor do vento, do sol e do sal.
Um dia abraças-me e não largas. Um dia ficas comigo depois da hora de ir embora, e não vais. Um dia hás-de não ir embora, e ficar. Um dia as nossas chaves entrarão na mesma fechadura. E aí o que é teu será teu, o que é meu será meu, mas o que é nosso será junto.
Um dia hás-de cumprir tudo o que prometeste: todos os locais e os momentos e o tempo e os beijos e a vida. Um dia serás como sempre quiseste ser. Um dia dirás tudo o que deixaste por dizer. O que dizes não será só o que dizes, mas será o que fazes. E eu continuarei a ser tua, como sempre disseste.
"Gosto de ti como quem agarra o sol."
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| Um dia vamos viajar pelo Mundo inteiro. |
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
desenhos...
Espero ansiosamente pelo dia em que deixarei de lado todas as minhas inseguranças, em que irei caminhar firmemente e lutarei por tudo aquilo que amo. Espero com ainda mais ansiedade pelo dia, ou pela hora, em que me sentirei única na vida de alguém, em que irei conseguir, finalmente, enterrar o seu passado e poder ser livremente feliz. Preciso de me sentir livre, solta, mas segura e agarrada. Ao amor. Mas para isso, preciso de esquecer o que já passou. Não é o meu passado, é o dele. E ele não tem culpa... Sou eu. Ele já amou, tal como eu. O amor é ruim, o passado dói. O passado dele está no meu presente, e isso não me acalma. E eu e ele e nós precisamos de calma. A felicidade paira no ar, instala-se no meu coração quando o vejo. Mas as artérias do meu coração bloqueiam mal ele parte... É o meu amor.
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| O pedaço que me faltava. |
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Disquetes Right
- "Estás assustada, não estás?"
- "Sim, estou tanto... Passei este ano a dizer que era isto que mais que queria, depois fiquei nostálgica e agora quero fugir. Ainda por cima vou sozinha."
- "Quando é que foi a última vez que foste sozinha para a escola? 1º ano?"
- "Foi só mesmo no infantário."
Tinha 5 anos quando te conheci. Na altura nem te achei muita piada, nem te percebia. Preferias jogar à bola com os rapazes, não gostavas de tranças, não usavas pulseiras e nem gostavas de sais... Eu, escusado será dizer, adorava isso tudo. E durante este (imenso) tempo não mudou muito.
Não digo que gosto de ti a toda a hora, não és minha irmã no facebook, não te coloquei um rótulo de melhor amiga, não te ligo em conferência. Também não és nenhuma modelo loira de 1,70, não usas vestidos, não gostas de maquilhagem, não lês revistas de moda nem pintas as unhas (vi-te com as unhas pintadas de VERMELHO uma vez na vida). Não gostas de autocarros, por isso queres ter um carro. Não gostas de estudar, mas és estupidamente inteligente. Não te decides com facilidade, o que faz com que estejas semanas a pensar no mesmo, e no fim és capaz de não chegar a nenhuma conclusão. Não estudavas para alguns testes e então ficavas estrategicamente ao pé de mim nos testes. Mas tens coisas fantásticas em ti. És do Benfica, fazias umas festas mesmo giras no animax, gostas de uma boa cusquice, tens resmas de singstars, tens um monte maravilhoso no Alentejo, tens uma viola que eu adoro, tens dinheirito mas ainda consegues ser mais forreta que eu, e eu FELIZMENTE tenho uma LUISA na minha vida. E é por isso que escrevi isto.
Estou há 12 anos contigo na mesma turma, ao teu lado, a copiar trabalhos de casa, a tentar perceber como é que chumbámos uma vez a quimica (lembraste das razões que fizeste para obteres a resposta? Iam em 250...), a rir-mo-nos até nos doer a barriga, a apontar tudo o que os nossos queridos e sábios professores diziam, a trocar papelinhos no colégio... E fora das aulas, continuas a lá estar. Sempre, impressionantemente. Mesmo quando eu não quero, mesmo quando percebes que estou péssima por dentro embora esteja muito sorridente, ou até mesmo só para irmos almoçar. Tu, literalmente, nunca estiveste longe de mim. Por isso agora explica-me como é que vou sobreviver ?!
E assim, concluo que te odeio, Ana Pereira, por não vires para cardiopneumologia.
- "Sim, estou tanto... Passei este ano a dizer que era isto que mais que queria, depois fiquei nostálgica e agora quero fugir. Ainda por cima vou sozinha."
- "Quando é que foi a última vez que foste sozinha para a escola? 1º ano?"
- "Foi só mesmo no infantário."
Tinha 5 anos quando te conheci. Na altura nem te achei muita piada, nem te percebia. Preferias jogar à bola com os rapazes, não gostavas de tranças, não usavas pulseiras e nem gostavas de sais... Eu, escusado será dizer, adorava isso tudo. E durante este (imenso) tempo não mudou muito.
Não digo que gosto de ti a toda a hora, não és minha irmã no facebook, não te coloquei um rótulo de melhor amiga, não te ligo em conferência. Também não és nenhuma modelo loira de 1,70, não usas vestidos, não gostas de maquilhagem, não lês revistas de moda nem pintas as unhas (vi-te com as unhas pintadas de VERMELHO uma vez na vida). Não gostas de autocarros, por isso queres ter um carro. Não gostas de estudar, mas és estupidamente inteligente. Não te decides com facilidade, o que faz com que estejas semanas a pensar no mesmo, e no fim és capaz de não chegar a nenhuma conclusão. Não estudavas para alguns testes e então ficavas estrategicamente ao pé de mim nos testes. Mas tens coisas fantásticas em ti. És do Benfica, fazias umas festas mesmo giras no animax, gostas de uma boa cusquice, tens resmas de singstars, tens um monte maravilhoso no Alentejo, tens uma viola que eu adoro, tens dinheirito mas ainda consegues ser mais forreta que eu, e eu FELIZMENTE tenho uma LUISA na minha vida. E é por isso que escrevi isto.
Estou há 12 anos contigo na mesma turma, ao teu lado, a copiar trabalhos de casa, a tentar perceber como é que chumbámos uma vez a quimica (lembraste das razões que fizeste para obteres a resposta? Iam em 250...), a rir-mo-nos até nos doer a barriga, a apontar tudo o que os nossos queridos e sábios professores diziam, a trocar papelinhos no colégio... E fora das aulas, continuas a lá estar. Sempre, impressionantemente. Mesmo quando eu não quero, mesmo quando percebes que estou péssima por dentro embora esteja muito sorridente, ou até mesmo só para irmos almoçar. Tu, literalmente, nunca estiveste longe de mim. Por isso agora explica-me como é que vou sobreviver ?!
E assim, concluo que te odeio, Ana Pereira, por não vires para cardiopneumologia.
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| Sei que adoras oreos, e eu gosto imenso de ti! |
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
modo de vida
Quando se ama alguém tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes o alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.
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