Tens que me deixar ir. É comovente olhar os teus olhos de alma, de água suja, como diria ele. É assustador ver o teu interior desfazer-se em mil pedacinhos sempre que eu saio por aquela porta, mas acredita que quando regresso os volto a colar todinhos com a máxima atenção. Mas (ainda) não te disse o quanto o meu coração entra em bradicardia só por te ver assim. Talvez não saibas, mas olho sempre para a janela da cozinha para te dizer adeus, mesmo que tu não estejas lá. Talvez também não saibas, mas eu levo-te sempre comigo, sempre. Falo de ti aos meus amigos, ao meu namorado, em busca de uma palavra de conforto que desperte em mim a frieza que preciso para lidar com a tua alma. Mas as minhas lágrimas ácidas já estão secas e agora, contigo, só quero lágrimas doces... Tens que me deixar voar para que eu seja aquilo que me ensinaste a ser. Tens que me deixar ir. É tão simples quanto isto.

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