Hoje olhei à minha volta. Vi pessoas, jovens, idosos, mas pessoas. E vi como tudo mudou desde a ultima vez que tinha visto o mundo. E há coisas que me deprimem... Deprimir talvez não seja a palavra adequada, mas talvez estranheza e um misto de orgulho/desilusão.
Reparei em duas pessoas... Dois jovens. Uns 18 anos. Reparei também no que falavam. Fiquei espantada. Boquiaberta. Senti-me então, eu, deslocada daquela realidade que para eles é altamente banal, completamente citadina. Mas não me consegui inserir nela, nem por uns breves instantes... E comecei a questionar coisas que até agora nunca tivera necessidade de questionar. Eles falavam daquela bebedeira enorme, de como tinham teste amanhã e não iam estudar porque tinham combinado ir sair. Um deles até disse "esquece o teste puto, esta noite vai ser altamente. a miúda até vai. bora puto.", e o outro lá disse que sim, por mais ou menos vontade que tivesse. E é isto. É a vida deles. É o que eles fazem, sistematicamente. Reparei então que não estou nada in, não estou nada na moda. Não fumo, não bebo regularmente, nem saio muito à noite. Também não vejo televisão 12 horas por dia, não durmo até às 14h, não discuto com os meus pais como se eles fossem uns quaisquer, não gosto de ficar em casa sem fazer nada... Mas em compensação, gosto de estudar, gosto de escrever, gosto de ler artigos, gosto de acordar cedo e ter mil uma coisas para fazer, gosto de ter boas notas e gosto da ideia de que vou ter um futuro agradável. Claro que não sou nenhum extraterrestre verdinho, com antenas e olhos amarelos. Claramente que, como qualquer pessoa normal, tenho devaneios e não sou sempre politicamente correcta. Também saio à noite, também ligo a televisão, também sou adolescente.
Não sei se os pais destes rapazes sabem ou gostam do que os filhos fazem, mas lá que deixam, isso deixam. E ao contrário do que poderia ser de prever, não gosto da ideia de que há padrões de adolescentes, porque, de facto, não há. Há pessoas. Milhões de pessoas. Diferenças. Opostos. E eu vejo cada um deles a passarem na minha vida, e olho-os, e escuto-os, e deixo-os passar...
Reparei em duas pessoas... Dois jovens. Uns 18 anos. Reparei também no que falavam. Fiquei espantada. Boquiaberta. Senti-me então, eu, deslocada daquela realidade que para eles é altamente banal, completamente citadina. Mas não me consegui inserir nela, nem por uns breves instantes... E comecei a questionar coisas que até agora nunca tivera necessidade de questionar. Eles falavam daquela bebedeira enorme, de como tinham teste amanhã e não iam estudar porque tinham combinado ir sair. Um deles até disse "esquece o teste puto, esta noite vai ser altamente. a miúda até vai. bora puto.", e o outro lá disse que sim, por mais ou menos vontade que tivesse. E é isto. É a vida deles. É o que eles fazem, sistematicamente. Reparei então que não estou nada in, não estou nada na moda. Não fumo, não bebo regularmente, nem saio muito à noite. Também não vejo televisão 12 horas por dia, não durmo até às 14h, não discuto com os meus pais como se eles fossem uns quaisquer, não gosto de ficar em casa sem fazer nada... Mas em compensação, gosto de estudar, gosto de escrever, gosto de ler artigos, gosto de acordar cedo e ter mil uma coisas para fazer, gosto de ter boas notas e gosto da ideia de que vou ter um futuro agradável. Claro que não sou nenhum extraterrestre verdinho, com antenas e olhos amarelos. Claramente que, como qualquer pessoa normal, tenho devaneios e não sou sempre politicamente correcta. Também saio à noite, também ligo a televisão, também sou adolescente.
Não sei se os pais destes rapazes sabem ou gostam do que os filhos fazem, mas lá que deixam, isso deixam. E ao contrário do que poderia ser de prever, não gosto da ideia de que há padrões de adolescentes, porque, de facto, não há. Há pessoas. Milhões de pessoas. Diferenças. Opostos. E eu vejo cada um deles a passarem na minha vida, e olho-os, e escuto-os, e deixo-os passar...
