domingo, 29 de abril de 2012

Sentir falta é diferente de sentir saudade. A saudade bate, agonia, estremece. A falta congela, chora, entristece. A saudade é a certeza que a pessoa vai voltar. A falta, é o querer ter de volta, mas saber que não vai ter.


segunda-feira, 23 de abril de 2012


Não há quem não feche os olhos ao cantar a música favorita. Não há quem não feche os olhos ao beijar, não há quem não feche os olhos ao abraçar. Fechamos os olhos para garantir a memória da memória.



domingo, 22 de abril de 2012

Não acredito nisso de amar muito ou amar pouco. As pessoas amam, e ponto. Ou não amam, e ponto. Não há como existir um meio termo: é como respirar. As pessoas respiram ou não respiram. E ponto.



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Hoje é isto (!)

Dizes que tens um mundo em ti, mas só me mostras uma cidade. Hoje um avião encurta a distância e o computador acalma as saudades. Hoje sabemos sempre onde estão os outros, mesmo que estejam no outro hemisfério. Hoje as guerras são o sofrimento calado de milhares de inocentes. Hoje o amor virou, na generalidade, sexo. Hoje os chupas chupas deram lugar aos cigarros. Hoje tentamos parecer ser fortes só para não perder a postura. Hoje! 



 Hoje eu sei que tens um mundo dentro de ti, mas nenhum avião me consegue levar a conhecer outra cidade.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Deixa-me

 
Tens que me deixar ir. É comovente olhar os teus olhos de alma, de água suja, como diria ele. É assustador ver o teu interior desfazer-se em mil pedacinhos sempre que eu saio por aquela porta, mas acredita que quando regresso os volto a colar todinhos com a máxima atenção. Mas (ainda) não te disse o quanto o meu coração entra em bradicardia só por te ver assim. Talvez não saibas, mas olho sempre para a janela da cozinha para te dizer adeus, mesmo que tu não estejas lá. Talvez também não saibas, mas eu levo-te sempre comigo, sempre. Falo de ti aos meus amigos, ao meu namorado, em busca de uma palavra de conforto que desperte em mim a frieza que preciso para lidar com a tua alma. Mas as minhas lágrimas ácidas já estão secas e agora, contigo, só quero lágrimas doces... Tens que me deixar voar para que eu seja aquilo que me ensinaste a ser. Tens que me deixar ir. É tão simples quanto isto.
 
 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

toujours ∞

Eu imagino. Imagino mas não te digo para não interromper os teus pensamentos, para não apressar os teus sentimentos, para não mudar essas expressões faciais que eu guardo aqui em mim. Mas aqui não corro o risco de me interromperes de qualquer maneira, tu que tens sempre essa mania de não me deixar acabar de falar, por quereres sempre que olhe para esses olhos e me perca mais uma vez... Já não sei o caminho para casa. Não sei voltar sozinha. Quanto a nós... Poderíamos casar, é verdade. Ter um apartamento com dois andares e ir tomar café às 5 da tarde (apesar de não gostarmos de café...). Discordaríamos, muito possivelmente, sobre a cor das paredes ou sobre o azulejo a colocar no chão, ou até se faríamos ou não a cama todos os dias mas estaríamos de acordo com o assunto de não ter animais e teríamos conversas interessantes. Ia, certamente, achar hilariante o facto de dizeres geleira em vez de frigorífico, e de cantares sensualmente no banho (fico de ouvido colado à porta para te ouvir). De certeza que te ia ralhar por adiares o despertador umas 30 vezes e por demorares uma hora para te arranjares, mas obrigada por te vestires bonito para mim, ou para quem passe. Isso é sedutor. Sedutor também será, com certeza, ver televisão de pantufas e comer torradas de madrugada, sair num dia chuva só para irmos jantar e beijarmo-nos a meio de uma frase, daquelas longas.
Não... Não é poderíamos. É podemos. Podemos sempre que a alma queira. E a minha pede calma e a tua ansiedade. E pedimos, então, o que queremos, um ao outro. E isto é a receita, isto é dar o salto. Tudo por tudo.



E seremos felizes!
 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Se não escreveres sobre aquilo que te faz vibrar de prazer, quando fores velho só poderás reler as tristezas.


domingo, 1 de abril de 2012

Ponto de partida

   Vieste, abriste-me uma janela na alma, invadiste os meus pensamentos, ocupaste, o vazio deixado em mim.
Sentaste-te na minha cadeira, recostaste-te e ficaste ali, falando de magia, mostrando-me o sincronismo do universo, a simplicidade das nuvens e o magnetismo do mundo.
Irradiaste a luz de um final de tarde, falaste-me do sol, da sua energia, iluminaste o espaço escuro e vazio, desta floresta de sombras, onde me sento, para contemplar a minha solidão.
 De repente, a natureza envolvente, coberta de luzes vazias de calor, renasceu, floresceu, com os raios de luz que nos oferecias. Inicialmente a ti mesmo, depois a mim, e por fim a nós.



"Ainda bem que a gente tem a gente"