Tornei-me tua quando me olhaste e sorriste pela primeira
vez. Quando me deste um abraço, não muito apertado mas que soube aquecer o meu
coração. E riste. Tornei-me tua quando me trouxeste chocolate de leite da Suíça,
por serem os meus preferidos. Quando apertaste a minha mão com força e me deste
a certeza que estarias sempre ao meu lado. Quando no banco do jardim eu me
deitei soube o teu peito e permanecemos em silêncio, mantendo os corações em
perfeita sintonia. Quando me olhaste nos olhos e disseste “eu amo-te”. E mais
uma vez, e outra e outra. Tornei-me tua quando me ligaste à noite a dizer que
sentias a minha falta, ou quando ouviste o meu choro e permaneceste do outro
lado da linha até eu me acalmar. Tornei-me, assim, tua, por milhares de
motivos, não importa se grandes ou pequenos. E por mais cliché que isto seja,
tu és, e sempre serás, o único que me tem assim. Inteira. E completa.
