sábado, 10 de setembro de 2011

pânico ou segurança?

A felicidade muda num instante. Um arrepio. Um toque. Uma mensagem. Basta para que a expressão do rosto mude. Onde havia um sorriso, agora cai uma lágrima. Onde antes havia brilho nos olhos, agora esse brilho é baço. E as respostas ás perguntas não chegam. O coração está apertado, os olhos não aguentam tanto pânico. Sim, o pânico, ás vezes, apodera-se de nós. E custa a sair do nosso interior... É medo. Medo. Medo.
Eu achava que no amor não havia medo. Se calhar achava isso porque nunca tinha amado assim. Mas assim como? Assim, desta maneira, indiscritivel. Sim, isso é que é o amor. Universal, mas indiscritivel. E esta falta de palavras complica, mas é essencial. As palavras são cruéis, e cada vez me apercebo mais disso. Mas ainda bem que o Homem ainda não inventou a palavra certa para descrever o amor. Digo isto, porque no dia em que isso acontecer, o amor deixará de ser amor e passará a ser apenas uma palavra. Esse sentimento bonito vai desaparecer, porque deixaria de ser privado e passaria a ser público. E o amor não é assim. O verdadeiro, esse, só é compreendido por duas pessoas: as apaixonadas; aquelas que se olham nos olhos, aquelas que se amam, aquelas que sorriem sempre que há palpitações, aquelas que se abraçam, aquelas que formam um todo.
Eu estou assim, apaixonada, amada, feliz. Mas tenho medo. Tenho pânico. Uns lindos olhos não passam despercebidos e deixam marcas. E se essas marcas voltarem e então eu deixar de ser amada por esses lindos olhos? Não quero viver sem eles... Sem O amor!
A paixão cega, mas o verdadeiro amor torna-nos lúcidos. A lucidez, a mim, dá-me conforto, dá-me segurança. Mas o medo, esse permanece na artéria do meu coração, na área pré-frontal do meu cérebro. Mas esse medo não é mais forte que eu ou do que o meu amor. Tenho tantas artérias no coração, e tantas áreas no cérebro, que o medo não tem hipóteses.
Vale a pena amar! Pelo menos, vale a pena amar desta maneira. Vale a pena ser feliz, assim. Vale a pena acordar com um sorriso nos lábios, e ler: "amo-te até dizer chega, e relembro que «chega» não existe no meu dicionário".
Palavras, emoções, sentimentos... AMOR!
Fecho os olhos, com força. A felicidade voltou.



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